segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A semana (03/09-09/09)

Finanças
Get used to world without “risk free” rate – O autor claramente desconhece a utilidade teórica de uma taxa livre de risco. Você quer analisar uma taxa sujeita a risco. Você adiciona o retorno adicional sobre o risco a uma taxa sem risco. Se você adiciona uma taxa sujeita a risco taxa de retorno que você deseja estimar, você está medindo o risco de quem? Essa discussão certamente vem do rebaixamento da dívida dos Estados Unidos, sendo que as taxas daquele país são utilizadas como parâmetro “livre de risco”. Curioso que há não muito tempo se criticava as agências de rating por conta das más avaliações de papéis na crise, e agora elas (ou ao menos uma) inexplicavelmente recebem ares de onisciência. O que fazer com a taxa livre de risco? É possível continuar a utilizar a taxa de títulos americanos: o rating da S&P é uma opinião, não a verdade do universo: se sua opinião é a de que os Estados Unidos continuam sendo um país AAA, continue utilizando. Se acha que é outro país, mude o país. Ainda, Aswath Damodaran tem algumas sugestões. Em um comentário sobre essa reportagem, houve a relação com a “fronteira eficiente”. Confesso não saber o que esse tema tem a ver com os benefícios da diversificação. Talvez a pessoa quisesse dizer “mercado eficiente”. Também não sei o que isso tem a ver com o fato dos investidores não conseguirem de forma consistente obter taxas de retorno acima do que seria esperado pelo nível de risco que correm. O comentarista, e outros que adicionavam comentários ao dele, estavam em defesa de uma escola de pensamento econômico. O conceito de taxa livre de risco vem da análise de retornos e de precificação de ativos e não há muito sentido em levar isso para qualquer outro lugar que seja.


Mercados eficientes também são instáveis – Algumas observações sobre os dois artigos mencionados. O primeiro é uma análise teórica que índica que a existência de um grande número de investidores informados (os fundamentalistas, segundo os autores) leva à eficiência de mercado e que, nessa situação, os investidores não informados (grafistas e seguidores de tendência, segundo os autores) predominariam no mercado e o grande número de operações de investidores não informados poderia levar à formação de bolhas ou à instabilidade do mercado. Resta saber se a evidência empírica comprova a relação entre eficiência de mercado e participação de mercado dos investidores não informados e se isso seria suficiente para a formação de bolhas. Mesmo que isso ocorra, o problema é o número de investidores não informados, e não a eficiência de mercado. O segundo artigo não parece tratar da eficiência de mercado e na verdade é mais uma nota de cautela para o crescente uso de derivativos e uma crítica ao APT.



Economia

Buemba! Bresser é o ganhador definitivo do Prêmio Eço – "Como todos os demais países latino-americanos, Cuba é vítima da doença holandesa."


Tweet da semana
@analisandobolsa “Já que colocam fotos de mortos em maços de cigarro,por que não colocar fotos de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos?”

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Atualizações

Vários temas que discuti em textos anteriores ganham novos estudos (ou há velhos estudos que não havia considerado). Nesse post, vou retomar alguns temas antigos.

Desempenho de longo prazo de IPOs
Silva e Famá (2011) analisaram o desempenho de longo prazo de IPOs brasileiras, tendo como base Ritter (1991). Calcularam o retorno anormal de carteiras (Retorno da carteira – Retorno do Ibovespa) de carteiras compostas por IPOs no período 2004-2007. Temporalmente, a carteira é construída em relação ao evento (a IPO), de forma que o retorno anormal no mês 1 é a soma dos retornos anormais (excluindo o primeiro dia de negociações) das 98 ofertas analisadas no primeiro mês de negociações (ou seja, a ponderação das ofertas é igual). Foram utilizados diferentes quantidades de períodos, 24 meses, 12 meses e 6 meses, sendo que a carteira 1 tem um número variável de ofertas (periodicidade de 24 meses) e as demais carteiras tendo as periodicidades relatadas, de forma a manter constante o número de ofertas analisadas. A variável de interesse é o Retorno Anormal Acumulado, a soma dos retornos anormais médios da carteira em um período de tempo (no mês 3, é a soma das médias dos três primeiros meses, por exemplo). Os resultados indicam consistentemente desempenho inferior das IPOs no longo prazo. Porém, como os próprios autores indicam na conclusão, esses resultados dependem do modelo de precificação de ativos utilizado (CAPM); deveriam notar também que o prazo é inferior ao comumente utilizado em estudos semelhantes (3 ou 5 anos), até por limitações de amostra; e que os retornos foram ponderados de forma igual (Fama (1998) argumenta que ponderar por valor de mercado produz melhores resultados em estudos do gênero).

Retomando o meu texto anterior, os primeiros estudos indicavam o mesmo fenômeno de desempenho inferior, utilizando o CAPM ou o modelo de três fatores, mas outros estudos (Brav e Gompers (1997)) mostravam que a maioria das IPOs analisadas no mercado americano tinham alta relação VPA/P e baixo tamanho, ações que Fama e French (1993) mostraram ter desempenho negativo. Comparando IPOs e não IPOs com as mesmas características, IPOs de alto VPA/P e baixo tamanho até se saem melhor. O estudo é interessante, mas até que se utilize outro modelo de precificação de ativos e que se pondere por valor de mercado as ofertas, receio que o júri ainda esteja decidindo sobre isso.

Estratégia do Custo Médio
Nos meus textos anteriores, não havia lido Bierman et. al. (2004). É mais uma análise teórica do que empírica, tendo pontos em comum com o meu primeiro texto. Mas não acrescenta muito à discussão nos textos anteriores.

Especulação
Szado (2011), em artigo que que pode ser baixado gratuitamente (não sei por quanto tempo) discute o que as pessoas entendem por especulação, partindo da definição da Wikipedia (que representaria o sentido atribuído pelo público em geral) e passando por definições legais e acadêmicas, discutindo ainda o que seria “especulação excessiva” e o investimento em futuros de mercadorias. Lamentavelmente, o autor ignorou o que acho a melhor definição de especulação: subdiversificação com finalidade de obter retornos anormais (ver aqui).

Empresa boa = Investimento bom?
Em texto anterior, resumi artigos que tratavam da questão sobre se uma empresa boa é um investimento bom, o critério de qualidade sendo a lista da Fortune e o livro “Em busca da excelência”. Filbeck et. al. (2010) realizaram análises semelhantes, agora com base no livro “Good to Great” de Jim Collins, traduzido como “Empresas feitas para vencer” no Brasil.

Primeiro, os autores criticam a metodologia de Collins, que consistiu basicamente em escolher ações de empresas com bom (“good”) desempenho em uma época seguido de retornos excepcionais (“great”). Da lista resultante de 11 empresas, o autor identificou características comuns e conclui que esses são os elementos da excelência empresarial. Essa lista inclui a Circuit City (falida em 2009) e a Fannie Mae, ou seja, já de início dá para imaginar que essa lista não gerou uma carteira tão boa assim. Diversas críticas foram feitas: a primeira é que talvez Collins tenha mais achado uma correlação do que causalidade; o foco do estudo nas empresas bem sucedidas pode ter levado à uma supervalorização de práticas arriscadas (e que terminaram por serem bem sucedidas); a premissa de que retornos passados indicam retornos futuros; viés de data mining (“picaretagem de dados”, conforme tradução de um amigo meu); falta de rigor na metodologia e tentativa de falsear as conclusões (ou seja, analisar se os resultados encontrados não poderiam se dar pela mera sorte); por fim, há viés de sobrevivência na amostra de empresas analisadas.

Em seguida, o desempenho das empresas listadas no livro foi comparado com outras referências (incluindo a lista da Fortune), não sendo encontrado desempenho superior das empresas listadas sequer antes da publicação do livro (1993-2001). No ano da publicação do livro (2001), as empresas citadas até tem desempenho superior a algumas referências. Utilizando o modelo de três fatores e o de quatro fatores, não é encontrado alfa significativamente diferente de zero em nenhum período (exceto em 2006 em favor da lista de Collins). A conclusão dos autores do artigo é que pode ter havido um Efeito Halo no ano da publicação, o livro gerando um interesse ou atenção maior no curto prazo para as ações listadas (levando a desempenho superior em 2001 na comparação com algumas empresas também consideradas excelentes), mas isso não se traduzindo em desempenho superior das ações no longo prazo.

Para investimentos, o artigo reforça que empresa boa não é necessariamente um bom investimento e de quebra que desempenho passado não é indicativo de desempenho futuro. Como o artigo foi publicado em uma revista de Administração, não de Finanças, os autores também se preocuparam com as implicações gerenciais. Os administradores precisam analisar com mais rigor os conselhos publicados em livros do gênero e tomar cuidado ao embarcar em modismos empresariais que surgem a todo momento. Seria útil uma análise de empresas que tinham as características listadas por Collins em outro período além do utilizado pelo autor e ver como as ações se comportaram, mas provavelmente é necessário esperar algum tempo para gerar uma base de dados boa.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Revisão do Ibovespa (set/11)

Entra
BRML3: Empresa de shopping centers, realizou sua IPO em 05/04/07 e se torna a 320ª empresa a fazer parte do Ibovespa.

HGTX3: Cia. Hering retorna ao Ibovespa, tendo estado no índice pela última vez em janeiro de 1993. Antes, havia uma “Ind. Hering”, que se chamava Cia. Hering e era controlada da Hering Têxtil (a atual Cia. Hering), que incorporou a Ind. Hering e depois mudou de nome para Cia. Hering. Escrevi essa história confusa na lista de todas as empresas que já fizeram parte do Ibovespa e confesso que não lembro de mais detalhes. De todo modo, reestreia bem colocada (49/68). O papel ficou 21 meses seguidos em alta entre março de 2009 e novembro de 2010 e é a maior altas em cinco anos dentre as ações que acompanho.

Saem
Todas as saídas ocorreram ao longo do quadrimestre anterior, portanto, não foi por baixa liquidez.

PRTX3: Saiu do Ibovespa por conta da OPA realizada em 20/05 que adquiriu 92,28% das ações da empresa. Pelas regras dos índices da BM&F Bovespa, se há OPA por mais de 2/3 das ações a ação deixa de ser incluída nos índices em que participa.

TCSL4: Com a migração da Tim Participações, as ações preferenciais deixaram de ser negociadas, convertidas em ordinárias na relação de 0,8406 ação ON/ ação PN. Mais aqui.

VIVO4: Estava listada no Ibovespa desde maio de 2006, fruto da união de diversas empresas de telefonia celular que tinham sido criadas com a cisão da Telebrás. Foi incorporada pela Telesp/Telefônica após a saída da Portugal Telecom do bloco de controle da Vivo, o que dificultava essa tão natural consolidação. Cada acionista da Vivo recebeu 1,55 ação da Telesp do mesmo tipo. A troca ocorreu em 08/06/11 e, com isso, a Vivo deixou de ser negociada no mercado e, obviamente, saiu do Ibovespa. Com isso, TLPP4 saiu de 68º lugar no índice (vulgo penúltimo lugar) para 32º ao herdar a liquidez da Vivo.

Mudança de código
TIMP3: A Tim Participações, além de passar a ter apenas ações ordinárias com a migração para o Novo Mercado, mudou de código de TCSL para TIMP. De fato, muitos investidores não deveriam entender porque a empresa se chama Tim Participações e tem código TCSL. Esse código é herança da empresa que existia a partir da cisão da Telebrás, a Tele Celular Sul, que foi comprada pela Tim na privatização do sistema Telebrás. Mais aqui. Outros códigos heranças antigas: MYPK (Iochp-Maxion, antiga Massey Perkins), RHDS (MG Poliest, antiga Rhodia Ster) e MLFT (Jereissati, antiga Metalurgia La Fonte).

UGPA3: Com a migração para o Novo Mercado, as ações preferenciais foram convertidas em ações ordinárias na proporção de 1:1 no dia 17 de agosto (ver aqui) conforme a nova estrutura de governança da companhia. Com isso, a UGPA4 sai do Ibovespa para a entrada da UGPA3.

Maiores pesos
PETR4: 9,740%
VALE5: 9,354%
OGXP3: 5,253%
ITUB4: 4,436%
BVMF3: 3,447%
BBDC4: 3,301%
BBAS3: 3,136%
GGBR4: 3,052%
PETR3: 3,002%
VALE3: 2,872%

A lista das 10 empresas com maior peso no índice (contando Petrobras e Vale uma única vez) inclui PDGR3 (2,610%) e USIM5 (2,525%). A soma das dez maiores participações é 47,593%. Era 48,310% na revisão anterior.

Petrobras retoma o primeiro lugar. Vale ficou apenas três revisões como a número 1, totalizando quatro em sua história. Essa é a 35ª revisão quadrimestral do Ibovespa que tem a Petrobras como a empresa de maior participação.

Maior ganho de participação (em pontos percentuais): TLPP4 (+0,753 pontos)
Maior perda de participação (em pontos percentuais): VALE5 (-0,99 pontos)

Menor participação: TMAR5 (0,132%)

Número de empresas
Com a entrada da BR Malls, o número de empresas que já fizeram parte do Ibovespa passa para 320.

Maiores participações há dez anos
Telemar PN: 12,25%
Petrobras PN: 9,087%
Telesp Celular (Vivo): 5,692%
Bradesco PN: 5,131%
Embratel PN: 4,612%
Globo Cabo (Net): 4,998%
Eletrobras PNB: 3,285%
Brasil Telecom Part. PN: 3,252%
Vale PNA: 2,982%
Petrobras ON: 2,965%

Peso das IPOS
Com a entrada de BRML3 e a saída de PRTX3 (cisão da LLXL3, que é cisão da MMXM3), o número de IPOs recentes (2004 para cá) no índice continua em 21 (30,88% do número de empresas no Ibovespa). O peso dessas empresas é de 28,204%.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A semana (20/08-02/09)

Na semana passada, não postei o texto semanal com links e comentários curtos por misto de falta de tempo e de assunto. Retomo essa semana.

Finanças
Mining Boom Fuels New Mongol Hoard – Um pouco antigo. História da privatização de uma mineradora mongol que ainda não começou a operar com a entrega de ações para a população. Leitura interessante.

Ten questions and things to know about financial literacy – Post do blog de Annamaria Lusardi sobre educação financeira na forma de FAQ. Na questão 7) tem um link para uns joguinhos, até que legais.

Equity for Punks – Uma cervejaria escocesa independente (Brew Dogs) está levantando capital vendendo ações diretamente para investidores, sem intermediários como corretoras, bolsas e bancos de investimento, mas com aprovação da autoridade reguladora britânia (FSA). A empresa já tinha feito isso em 2009 e repete a operação agora. É uma iniciativa interessante (não sei se bom investimento) e é possível comprar as ações mesmo fora do Reino Unido com investimento mínimo de 95 libras e adicionais de mesmo valor. A empresa não tem capital aberto, mas as ações podem ser negociadas no www.equitypunks.com (segundo eles afirmam). E a posse de ações dá desconto nos bares e na loja online. Seria interessante ter algo assim no Brasil, mas acho que qualquer iniciativa nesse sentido terá o mesmo fim que o Fairplace. HT: Drunkeynesians

Economia



Por que os juros são altos no Brasil – Complementarmente, na edição 11 da Revista da Nova Bolsa há um artigo sobre o mesmo tema.

Supercrise, um jogo para testar seus conhecimentos sobre a economia mundial – Além de muito divertido, dá para saber alguns indicadores básicos dos países. Muito bom!

Ponzi Unmasked – Seguridade Social é um esquema Ponzi? Sheldon Richman acha que não, por motivos bem curiosos (ver final do artigo).

Mais impostos: a primeira alternativa dos políticos – “O ministro Gilberto Carvalho disse que o dinheiro dos jogos não seria uma fonte saudável de recursos para a saúde. [/] Saudável mesmo é o bolso do pagador de impostos.”

Educação Grátis



What did abolishing university fees in Ireland do? – Não li o artigo inteiro, mas, pelo que entendi do resumo e da conclusão, tornar “grátis” as universidades na Irlanda teve o efeito contrário ao desejado, menor participação de estudantes pobres. Qualquer subsídio para reduzir preços (como os de passagens de ônibus) ou eliminá-los (como nesse caso) faz com que todos se beneficiem, ricos, pobres e classe média. Se a intenção é ajudar só os pobres, cobre um preço e o subsídios que iria para todos vai apenas para os pobres. E nuca esquecer: TANSTAAFL

Outros assuntos

Tweet da semana
@mkarl: “Propaganda do governo diz q Brasil tá em boas mãos. As mãos que seguram o Brasil pertencem a[o]: ( ) PMDB; ( ) Dilma; ( ) PR; ( ) BNDES( )” Ele até marcou uma opção, mas deixarei que o leitor faça sua escolha.

Frase da Semana
“Salário mínimo deveria ser de R$ 2.212,66, calcula Dieese” – Zero é outra opção.


Confusão
Um pouco antigo, mas em uma mensagem de fórum, perguntou-se a opinião sobre a OPA da MMX pela PortX. Resposta “poética”:

“OPA, IPO, etc
eu ignoro tudo isso
e eh o melhor q o pequeno investidor faz
(...)
se quer, sempre tem ação para vender no mercado”

Se você ignorar e a empresa fechar capital sem você ter participado da OPA, não vai ter sempre ação no mercado. Vai ter as suas e nenhum comprador. É de se suspeitar que a pessoa não saiba a diferença entre comprar e vender. Se for seu caso, leia aqui.

Livros
Estive no lançamento do livro Ação, Tempo e Conhecimento de Ubiratan Iorio e já comecei a ler o livro. Parece uma boa síntese da Escola Austríaca de Economia. O livro pode ser lido gratuitamente na íntegra no site do Instituto Mises Brasil ou comprado em qualquer livraria.

Eventos
Fui à palestra "Estratégia, Gestão de Custos e Competitividade" do professor Welington Rocha. Além de extremamente engraçada, como eram as aulas (tive aulas com ele), tem um conteúdo excelente.

Mensais: Brasil (ago/11)

Índices Brasileiros
Índice; 60 meses; Ano; 12 meses
Ibovespa; 55,93%; -18,48%; -13,28%
IBX 50; 51,06%; -17,33%; -10,35%
IBX; 59,41%; -15,09%; 7,59%
ISE; 62,86%; -8,39%; 0,10%
ITEL; 108,05%; 19,88%; 32,14%
IEE; 137,63%; 3,50%; 9,55%
INDX; 54,29%; -15,32%; -7,52%
Imobiliário; -; -17,47%; -10,38%
Consumo; -; -5,17%; 9,39%
IFNC; -; -16,13%; -10,28%
IVBX2; 43,85%; -6,04%; 0,18%
Mid Large Cap; -; -14,91%; -7,34%
IGC; 56,32%; -15,09%; -6,75%
ITAG; 44,42%; -16,18%; -9,03%
Small Cap; -; -13,06%; -1,88%

Comparações
Indicador; Desvio-padrão; Correlação IBOV; Retorno 60 meses; Retorno 12 meses
IBOV; 6,83%; 100%; 55,93%; -13,28%
Ouro; 5,99%; -17,35%; 117,35%; 28,79%
Dólar; 4,24%; -66,28%; -25,79%; -9,61%

Ibovespa x Renda Fixa
Janela; x CDI; x Poupança
12 meses; -22,17%; -19,27%
5 anos; -1,73%; 1,69%
10 anos; 0,88%; 7,01%

Nessa parte, a diferença da rentabilidade anualizada do Ibovespa e do CDI e da Poupança. Todos os números estão em % a.a.

Ibovespa:
Maiores altas (2011):
TIMP3: 46,22%
TLPP4: 31,41%
CIEL3: 27,05%
RDCD3: 24,95%
CMIG4: 16,79%

Altas: 19/66

Maiores altas (12 meses)
AMBV4: 50,89%
LIGT3: 44,17%
SBSP3: 44,17%
TIMP3: 42,46%
TLPP4: 41,08%

Altas: 29/66

Maiores baixas (2011)
GOLL4: -51,61%
MRFG3: -50,02%
BTOW3: -48,40%
OGXP3: -42,65%
HYPE3: -40,45%

Maiores Baixas (12 meses)
MRFG3: -54,43%
LLXL3: -51,24%*
GOLL4: -46,49%
OGXP3: -45,07%
USIM5: -43,89%
JBSS3: -42,68%

* Por conta do preço inadequado de ajuste da PortX quando da cisão da LLX, a variação da LLXL3 parece expressiva, mas os acionistas da empresa não tiveram toda essa perda, considerando a “valorização” das ações da PortX.

Amostra de 173 ações:
Maiores altas em 5 anos
HGTX3: 3.013,81%
TELB4: 1.476,25%
JFEN3: 1.194,64%
BMTO4: 1.002,02%
RCSL4: 936,89%

Maiores baixas 5 anos
KEPL3: -96,34%
GOLL4: -82,29%
JBDU4: -72,50%
UNIP6: -67,67%
CTNM4: -65,29%

Maiores sequências (173 ações)
Alta: DXTG4 (9 meses)
Baixa: GGBR4; GOAU4 e INEP4 (6 meses)

Datas
02/09: 15 anos de fundação da Redecard
08/09: 40 anos de fundação da Eletropaulo
12/09: 83 anos de fundação do Banrisul
12/09: 121 anos da melhoramentos (Melhor SP)
18/09: 13 anos da “data-ex” da cisão da Telebrás, originando uma série de papéis
23/09: 13 anos de fundação da CCR Rodovias
27/09: 12 anos de listagem da Ultrapar
27/09: 40 anos de listagem da CESP
29/09: 7 anos da IPO da CPFL Energia
30/09: 14 anos de fundação da América Latina Logística
30/09: 20 anos de fundação da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário


Fontes:
Bovespa.com
Economatica
Infomoney

Mensais: IPOs (ago/11)

Serão consideradas as ofertas:
* Ocorridas a menos de 5 anos
* Que sejam realmente ofertas públicas iniciais
* Que ainda sejam negociadas, excluídas as que foram incorporadas por outras empresas.
* As ofertas dos últimos 12 meses foram desconsideradas por serem muito recentes

Taxa a.m. Retorno desde o primeiro dia de negociações expresso em meses.
IBOV a.m. Retorno do Ibovespa desde o primeiro dia de negociações do ativo
Ganho s/ Ibov: Taxa a.m. – IBOV a.m.

5 maiores altas relativas ao Ibovespa
Ação; Taxa a.m.; IBOV a.m.; Ganho s/ IBOV
RNEW11; 5,97%; -0,88%; 6,85%
MILS3; 3,50%; -1,25%; 4,75%
MPLU3; 3,35%; -1,10%; 4,45%
ECOR3; 2,46%; -1,36%; 3,82%
LLIS3; 3,49%; -0,31%; 3,80%

5 maiores baixas relativas ao Ibovespa
Ação; Taxa a.m.; IBOV a.m.; Ganho s/ IBOV
MILK1; -9,68%; -0,32%; -9,36%
AGEN11; -6,29%; -0,22%; -6,07%
ECOD3; -4,62%; 0,53%; -5,15%
VIVR3; -3,98%; 0,16%; -4,15%
OSXB3; -4,92%; -1,16%; -3,77%

50/98 ações estão com ganhos relativos (51,02%)

47/98 ações estão com ganhos absolutos (47,96%)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mensais: Índices Internacionais (ago/11)

Maiores altas (mês)
Jamaica: 5,52%
Vietnã: 3,34%
Marrocos: 2,83%
Botsuana: 2,67%
Tunísia: 1,75%

Ibovespa: 38º lugar (maior alta – maior baixa)
Altas: 12/102

Maiores altas (ano)
Mongólia: 35,98%
Jamaica: 22,54%
Panamá: 15,69%
Botsuana: 15,09%
Gana: 13,43%

Ibovespa: 84º lugar (maior alta – maior baixa)
Altas: 23/101

Maiores altas (12 meses)
Mongólia: 205,67%
Gana: 47,97%
Peru: 32,12%
Panamá: 29,51%
Qatar: 27,34%

Ibovespa: 87ª (maior alta – maior baixa)
Altas: 46/101

Maiores altas (Dez/06)
Mongólia: 888,29%
Paquistão: 513,15%
Bangladesh: 285,68%
Sri Lanka: 152,70%
Indonésia: 112,78%

Ibovespa: 23ª maior alta
Altas: 34/93

Maiores baixas (mês)
Chipre: -25,22%
Grécia: -23,93%
Ucrânia: -22,49%
Alemanha: -19,19%
Cazaquistão: -18,15%

Maiores baixas (ano)
Chipre: -55,97%
Grécia: -35,22%
Egito: -35,04%
Ucrânia: -28,90%
Cazaquistão: -27,29%

Maiores baixas (12 meses)
Chipre: -63,42%
Grécia: -55,28%
Cazaquistão: -32,52%
Egito: -27,60%
Itália: -23,45%

Maiores baixas (5 anos)
Islândia: -89,82%
Chipre: -88,18%
Grécia: -79,15%
Bermudas: -74,69%
Irlanda: -72,61%

Maiores sequências:
Altas: Panamá (10 meses)
Baixas: Grécia, Bahrein, Chipre; Líbano e Montenegro (7 meses)

Desvio-padrão (mensal)
S&P 500: 5,16%
Brasil: 6,83%
Rússia: 11,18%
Índia: 8,47%
China: 10,60%

Fontes:
Bloomberg
Sites das bolsas de valores
Yahoo Finance

Todas as estatísticas estão com um valor a menos. A bolsa do Zimbábue foi hackeada e não consegui obter os dados.