terça-feira, 17 de agosto de 2010

Todas as empresas do Ibovespa

Nesse espaço, a lista de todas as empresas que já fizeram parte do Ibovespa depois de uma revisão quadrimestral. Não vai tornar ninguém mais rico, mas fica a título de curiosidade. Esse post é atualizado sempre que houver mudanças. Quem tiver alguma informação sobre essas empresas, em especiais as marcadas com ???, não deixe de enviar um comentário.
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Glossário:
Ainda listada: Ainda é empresa de capital aberto (portanto, ainda existe).
Ainda existe: A empresa fechou o capital, mas continua a existir como uma empresa independente.
Incorporada: Comprada ou fundida por outra empresa.
??? – Não consegui encontrar mais informações

Categorias:Continuam no índice: 62 (número de empresas, não de ações): 17,82%
Ainda listadas: 73: 20,98%
Ainda existem: 48: 13,79%
Incorporadas: 110: 31,61%
Extintas: 22: 6,32%
???: 33: 9,48%
Total: 348

Empresa  Primeira vez que entrou  Última vez que esteve no índice  Comentário
* A empresa nunca saiu do índice desde que entrou (embora o tipo de ação possa ter mudado).

Quem tiver mais informações sobre essas empresas, principalmente as marcadas com ???, pode colocar um comentário neste post. A ordem em que as empresas aparece não tem grande significado. Começa alfabética e a inclusão de novos nomes se dá ao final da lista.

1)                 Aços Villares – Janeiro/68 – Setembro/94 – Incorporada. Já tinha sido comprada pela Gerdau, mas só foi incorporada e deixou de ser listada em 16/03/11
2)                 Açúcar União – Maio/70 – Janeiro/75 – Incorporada. Pertencia à Nova América, que foi incorporada pela Cosan em 2009.
3)                 Adubos Cra – Maio/81 – Setembro/87 – Incorporada.Também conhecida como Companhia Riograndense de Adubos, teve registro cancelado em 19/12/1990. Faz parte da Petropar como Petropar Riograndense.
4)                 AES Tietê – Setembro/99 – Setembro/00 – Ainda listada. Antiga Geração Tietê. Surgiu da cisão da CESP.
5)                 AGGS – Maio/71 – Maio/72 – Incorporada. AGGS Indústrias Gráficas. Consta como incorporada na Receita Federal, mas não sei por qual empresa. Teve registro cancelado em 04/05/87.
6)                 Agre – Maio/10 – Set/10 – Incorporada. Foi incorporada pela PDG Realty com uma troca de ações realizada em 20/07/10
7)                 Agroceres – Setembro/84 – Setembro/93 – Incorporada. Também conhecida como Sementes Agroceres, teve registro cancelado em 04/06/98. Foi comprada pela Monsanto em 1997. Obrigado Pedro Mattjie pela dica.
8)                 Alfa Consorc – Setembro/80 – Setembro/87 – Ainda listada. Na época, Real Cons, código BRG.
9)                 Alfa Financ – Maio/78 – Setembro/87 – Ainda listada. Na época, Real Cia Invest, código CRI4.
10)              Alfa Holding – Maio82 – Setembro/87 – Ainda listada. Na época, Real Part, código RPA16.
11)              Alfa Invest – Maio/72 – Setembro/87 – Ainda listada. Na época, Real Invest, código BRI4.
12)              ALL América Latina – Janeiro/07 – Maio/15 – Incorporada pela Rumo.
13)              Alpargatas – Janeiro/68 – Maio/97 – Ainda listada.
14)              AM Inox Brasil – Janeiro/71 – Maio/2008 – Incorporada. Antiga Acesita. Comprada pela Arcelor Mittal, que fechou o capital da companhia em 29/04/08.
15)              Ambev – Janeiro/01* – Continua – OBS: Essa data refere–se à entrada da Ambev, sem contar o histórico da Brahma e da Antártica.
16)              América (Banco) – Janeiro/68 – Janeiro/69 – Incorporado. Também conhecido como Banco Francês e Italiano para a América do Sul, foi comprado pelo Sudameris, que por sua vez foi comprado pelo ABN Amro Real que foi comprado pelo Santander (ver Sudameris).
17)              Anderson Clayton – Setembro/74 – Janeiro/88 – Incorporada. Comprada pela Unilever em 1986.
18)              Anhanguera – Janeiro/85 – Setembro/87 – Incorporada. Era uma siderúrgica, não a Anhanguera Educacional. Foi vendida ao Grupo Villares em 1988.
19)              Antártica – Janeiro/1968 – Janeiro/75 – Incorporada. Hoje, parte da Ambev.
20)              Antártica Nordeste – Janeiro/84 – Janeiro/06 – Incorporada. Hoje, parte da Ambev.
21)              Aparecida – Janeiro/74 – Maio/74 – Incorporada. Antiga Siderúrgica Nossa Senhora Aparecida, mudou de nome para Aços Ipanema (Villares) S.A. (nome que consta no sistema da CVM) quando foi comprada pelo Grupo Villares, que por sua vez foi comprado pela Sidenor, que foi comprado pela Gerdau. Obrigado Luís Fernando Oliveira pela dica.
22)              Aquatec – Janeiro/89 – Setembro/94 – Extinta. Consta como Baixada por Inaptidão. Teve registro cancelado em 09/01/07.
23)              Aracruz – Janeiro/89 – Janeiro/10. Incorporada.
24)              Arcelor Br – Janeiro/06 – Setembro/07 – Incorporada. Surgiu da união das empresas da Arcelor no Brasil (Belgo Mineira, Companhia Siderurgia de Tubarão e Vegas do Sul).
25)              Arno – Janeiro/68 – Janeiro/86 – Ainda existe, teve registro cancelado em 18/05/00 após OPA do controlador (Seb Internationale)
26)              Artex – Janeiro/69 – Maio/88 – Incorporada. Hoje, parte da Springs.
27)              Arthur Lange – Maio/73 – Maio/75 – Existe. Foi deslistada em 05/01/2011 por falta de atualização de registro
28)              Audi – Janeiro/72 – Janeiro/74 – ???. Deve ser a atual Audi, mas não sei nada da história dessa companhia na bolsa.
29)              Auxiliar de São Paulo – Maio/78 – Janeiro/86 – Incorporado. Banco Auxiliar de São Paulo. Sofreu liquidação extrajudicial e consta como incorporado na Receita Federal. O banco teve o registro cancelado em 30/01/91. Registrei como incorporado, mas é necessário apurar melhor isso.
30)              Azevedo – Setembro/75 – Maio/91 –Ainda listada
31)              B2W – Setembro/07 – Continua – Contada nessa lista em duplicidade com Submarino.
32)              Bandeirantes – Maio/82 – Setembro/87 – Incorporado. Existem várias companhias com Bandeirantes no nome, mas deve ser o Banco Bandeirantes. O código da empresa que fez parte do Ibovespa é BBC e o do banco era BBCM, antes de ser incorporado pelo Unibanco em 09/12/02 após uma troca de ações.
33)              Bardella – Setembro/71 – Setembro/88 – Ainda listada.
34)              Barreto – Maio/85 – Setembro/87 – Extinta. Consta na Receita Federal EXTINCAO P/ ENC LIQ VOLUNTARIA. Registro cancelado em 2005.
35)              Belgo Mineira – Setembro/70 – Maio/99 – Incorporada. Ver Arcelor Br.
36)              Benzenex – Maio/72 – Janeiro/77 – Incorporada. Hoje, parte da Fertibrás, que fechou o capital da empresa em 30/03/99.
37)              Bergamo – Janeiro/72 – Janeiro/75 – Ainda existe. Hoje, chama–se Nesber Companhia Industrial. Teve registro cancelado em 23/08/05 por falta de atualização do registro.
38)              Bic Monark – Maio/74 – Janeiro/84 – Ainda listada.
39)              B3 – Setembro/08* – Continua. Resultado inicialmente da fusão da Bovespa e da BM&F, que abriram capital em 2007 e se fundiram em 2008 sem nunca terem entrado sozinhas no Ibovespa.
40)              Bombril – Maio/91 – Janeiro/96 – Ainda listada.
41)              Borella – Janeiro/85 – Maio/87 – Incorporada. Consta na Receita Federal como incorporada, mas não sei por qual empresa. Encontrei uma Borella Construções, mas a Borella em questão é uma empresa de alimentos. Teve registro cancelado em 21/01/87.
42)              BR Malls – Set/11* – Continua
43)              Bradesco – Janeiro/69* – Continua
44)              Bradesco Investimento – Setembro/70 – Setembro/87 – Incorporada. Imagino que tenha sido incorporada pelo Bradesco. Não é a Bradespar. Teve registro cancelado em 26/11/92.
45)              Bradespar – Setembro/00* – Continua
46)              Brahma – Setembro/70 – Janeiro/01 – Incorporada. Hoje, parte da Ambev. Teve o registro cancelado em 08/11/00.
47)              Bras Roupas – Janeiro/71 – Março/71 – ???
48)              Brasil – Janeiro/69* – Continua – Nome de pregão do Banco do Brasil.
49)              Brasil T Par – Maio/00* – Set/09 – Incorporada. Participou da fusão que formaria a Oi.
50)              Brasil Telecom/Oi – Setembro/00* – Jan/16 – Ainda listada. Tecnicamente, a Brasil Telecom incorporou a Telemar na formação da Oi, embora a Telemar fosse maior. Mais antigamente, era a Telepar.
51)              Brasilit – Janeiro/79 – Setembro/84 – Incorporada. Fechou o capital em 04/06/01 após OPA do controlador (Saint–Gobain Promotion).
52)              Brasimet – Maio/74 – Maio/76 – Ainda existe, teve registro cancelado em 15/09/93.
53)              Brasinca – Janeiro/89 – Janeiro/91 – Ainda existe. O nome atual é SPSC Industrial. Teve o registro cancelado em 14/05/03 por falta de atualização do registro.
54)              Braskem – Setembro/02* –Continua – Inclui Copene.
55)              Brasmotor – Janeiro/69 – Maio/00 – Ainda listada.
56)              Brasul – Janeiro/69 – Maio/70 – ???. Banco Brasul, mas não sei que fim levou (só sei que não existe mais).
57)              BRF Foods – Setembro/81* – Continua – Antiga Perdigão.
58)              Brookfield – Setembro/10* – mai/14 – Ainda existe.
59)              Bundy Tubing – Janeiro/71 – Maio/71 – ???
60)              C Fabrini – Maio/73 – Setembro/73 – Ainda existe. Indústria C Fabrini. Mudou de nome (agora é NHK Automotive), não sei se de ramo de atividade também. Teve registro cancelado em 14/06/96.
61)              Cacique – Janeiro/69 – Janeiro/91 – Ainda listada. Café Cacique.
62)              Caemi – Maio/85 – Setembro/06 – Incorporada. Comprada pela Vale, que fechou o capital com uma troca de ações em 20/07/06.
63)              Caemi Metal – Janeiro/94 – Setembro/96 – ???. Código CME.
64)              Café Brasília – Maio/79 – Setembro/87 – Ainda listada.
65)              Camargo Correa – Setembro/82 – Janeiro/86 – Ainda existe. Parte do Grupo Camargo Corrêa, fechou o capital em 30/09/98.
66)              Casa Anglo – Janeiro/68 – Maio/86 – Extinta. Também conhecida como Mappin. Falência decretada em 2000. O registro foi cancelado em 28/03/00.
67)              CBV Inds Mecânicas – Maio/73 – Maio/91 – Incorporada pela FMC do Brasil em 13/05/99.
68)              CCR Rodovias – Maio/06* –  Continua
69)              Celesc – Janeiro/98 – Janeiro/10 – Ainda listada.
70)              Cemig – Maio/73 – Continua
71)              Cesp – Maio/73 – Mai/16 – Ainda listada.
72)              Cetip – Setembro/12 – Janeiro/17 – Incorporada pela B3
73)              Ceval – Janeiro/82 – Maio/99 – Extinta. Desmembrada e dissolvida em 04/08/99.
74)              Cia Hering – Janeiro/80 – Jan/16 – Ainda listada. Antiga Hering Têxtil (por isso o código HGTX). Ver Ind. Hering.
75)              Cia. Iochpe. – Janeiro/84 – Janeiro/89 – ???. Código IOC. Acho que é a Cia. Iochpe, que fechou o capital em 03/08/93. Ou seja, não é a a atual Iochpe–Maxion. O CNPJ do registro da CVM consta como ativo na Receita Federal. Ver Massey–Perkins.
76)              Cica – Setembro/70 – Janeiro/86 – Incorporada. Hoje, marca da Unilever. Teve registro cancelado em 27/01/94.
77)              Cidamar – Janeiro/72 – Maio/73 – ???
78)              Cielo – Maio/10* – Continua
79)              Cimaf – Janeiro/68 – Janeiro/72 – Incorporada. Companhia Industrial e Mercantil de Artefatos de Ferro (ou algo parecido). A controladora, a Belgo Mineira, realizou OPA em 15/09/99.
80)              Cimento Cauê – Janeiro/74 – Setembro/87 – Incorporada. Hoje, parte do grupo Camargo Corrêa. Teve registro cancelado em 26/09/94.
81)              Cimento Itaú – Janeiro/68 – Setembro/72 – Incorporada. Companhia Cimento Portland Itaú. Hoje, parte da Votorantim Cimento, que fechou o capital da Cimento Itaú em 31/05/04. A companhia não tinha vínculos societários com o Banco Itaú, tendo inclusive sido criada antes (1937) em uma cidade chamada Itaú de Minas.
82)              Cimepar – Maio/82 – Janeiro/84 – Incorporada, mas não sei se por qual grupo (imagino que pelo Votorantim). Companhia Paraíba Cimento Portland Cimpear. Teve registro cancelado em 27/11/95.
83)              Cimetal – Janeiro/79 – Setembro/81 – Extinta por EXTINCAO P/ ENC LIQ VOLUNTARIA (segundo a Receita Federal). Teve registro cancelado em 12/04/05
84)              Citrobrasil – Maio/73 – Maio/75 – Incorporada. Consta como incorporada na Receita Federal, mas não sei por qual grupo. Teve registro cancelado em 23/02/88
85)              Cobrasma – Setembro/70 – Setembro/88 – Ainda listada.
86)              Cofap – Janeiro/88 – Janeiro/98 – Incorporada. Parte da Magneti Marelli, que fechou o capital da Cofap em 30/04/02.
87)              Comercial Borda do Campo – Setembro/72 – Setembro/73 – Ainda existe.
88)              Comercial Brasul – Setembro/72 – Maio/73 – Incorporado. Banco. Comprado pelo Itaú.
89)              Comercial e Industrial de SP – Janeiro/68 – Setembro/82 – Extinto. Banco. Comprado pelo Digibanco, que por sua vez foi comprado pelo Pontual, que foi liquidado em 1999.
90)              Comgás – Setembro/01 – Jan/10. Ainda listada
91)              Comercial do Estado de São Paulo – Janeiro/68 – Maio/71– ???
92)              Concretex – Janeiro/73 – Janeiro/74 – Incorporada. A Holcim tem uma marca chamada Concretex. Na Receita Federal, consta como incorporada em 1997. Teve registro cancelado em 17/09/93
93)              Confab – Janeiro/82 – Setembro/91 – Ainda listada.
94)              Confrio – Janeiro/73 – Maio/75 – Extinta. Companhia Nacional de Frigoríficos. Liquidada em 1994.
95)              Const A Lind – Janeiro/71 – Setembro/79 – Ainda listada.Construtora Adolpho Lindberg.
96)              Const Beter – Maio/72 – Janeiro/82 – Ainda listada.Construtora Beter.
97)              Cônsul – Maio/71 – Janeiro/86 – Incorporada. Hoje, marca da Whirlpool. Incorporada em 1992.
98)              Consursan – Maio/72 – Setembro/74 – ???
99)              Contax – Setembro/05 – Setembro/06 – Ainda listada. Surgiu da cisão da Telemar.
100)          Copas – Janeiro/69 – Setembro/87 – ???
101)          Copel – Setembro/99 –  Jan/19 – Ainda listada
102)          Copesul – Setembro/95 – Setembro/00 – Incorporada. Braskem fechou o capital da Copesul em 18/10/07.
103)          Correa Ribeiro – Setembro/84 – Setembro/87 – Ainda listada.
104)          Cosan – Janeiro/07* – Continua
105)          Cosígua – Janeiro/84 – Setembro/88 – Incorporada. A Gerdau Assume o controle em 1979.
106)          Cosipa – Maio/95 – Maio/99 – Incorporada. Companhia Siderúrgica Paulista. Parte da Usiminas, que fechou o capital da Cosipa em 14/04/05.
107)          CPFL Energia – Maio/07 – Maio/18 – Incorporada pela State Grid. Sua subsidiária, Companhia Paulista de Força e Luz, esteve no índice antes.
108)          CRT – Setembro/00 – Janeiro/01 – Incorporada. Companhia Riograndense de Telecomunicação. Incorporada pela Brasil Telecom em 04/11/02.
109)          CRT Celular – Setembro/00 – Maio/06 – Incorporada. Ver Vivo.
110)          Cruzeiro do Sul – Janeiro/81 – Setembro/88 – Extinta. Não é o banco (muito menos a universidade). Consta na Receita Federal a situação cadastral “Inapta” e a justificativa “Omissa contumaz”.
111)          CTB – Maio/75 – Maio/76 – ???
112)      Cyre Com–CCP – Setembro/07 – Setembro/08 – Ainda listada. Surgiu da cisão da Cyrela e por isso entrou no índice.
113)          Cyrela Realt – Janeiro/07* – Continua
114)          Dasa – Janeiro/12 – Setembro/14 – Ainda listada.
115)          Deca – Maio/70 – Maio/71 – Incorporada, pela Duratex em 1972.
116)          Diâmetro EMP – Setembro/73 – Janeiro/74 – Ainda existe. Diâmetro Empreendimentos
117)          Docas – Janeiro/68 – Setembro/87 – Ainda listada.
118)          Dreher – Setembro/70 – Setembro/71 – ???
119)          Duratex – Janeiro/68 – Setembro/15 – Continuação da antiga Duratex, antes da fusão com a Satipel. Para fins legais, a atual Duratex é continuação da Satipel. Para fins práticos, a atual Duratex é a continuação da antiga empresa de mesmo nome.
120)          EBE – Maio/98 – Setembro/99 –  ???
121)          Ecel – Maio/73 – Janeiro/80 – Extinta. Consta na Receita Federal a situação cadastral “Inapta” e a justificativa “Omissa contumaz”. Não tem mais registro na CVM.
122)          Ecisa – Janeiro/72 – Setembro/75 – Ainda existe. O controlador fechou o capital em 15/04/05.
123)          Vanguarda Agro – Maio/10* – Set/13 – Antiga Ecodiesel.
124)          Econômico – Maio/79 – Janeiro/81 – Extinto. Banco Econômico. Em liquidação extra–judicial.
125)          Elebra – Setembro/86 – Setembro/87 – Extinta. Teve registro cancelado em 2002 por falta de atualização. Consta na Receita Federal a situação cadastral “Inapta” e a justificativa “Omissa não localizada”.
126)          Electrolux – Maio/97 – Maio/98 – Ainda existe. Controlador fechou o capital em 04/08/04.
127)          Elekeiroz – Janeiro/79 – Janeiro/82 – Ainda listada.
128)          Eletrobras – Maio/91 – Continua
129)          Eletropaulo – Setembro/97 – Janeiro/15 – Incorporada pela Enel.
130)          Eluma – Setembro/75 – Janeiro/92 – Ainda listada. Inclui Isam–Eluma.
131)          EMAE – Maio/98 – Maio/99 – Ainda listada.
132)          Embraer – Janeiro/00* – Continua
133)          Embratel – Maio/00 – Janeiro/07 – Ainda listada.
134)          Embrava – Janeiro/71 – Janeiro/74 –  ???
135)          Enbasa – Maio/73 – Setembro/73 –  ???
136)          Engesa – Janeiro/74 – Maio/90 – Extinta. Consta na Receita Federal a situação cadastral “Inapta” e a justificativa “Omissa não localizada”. Consta na CVM registro cancelado em 20/12/05.
137)          EPTE – Maio/98 – Setembro/99 – Incorporada. Empresa Paulista de Transmissão Elétrica. Incorporada pela Transmissão Paulista em 26/11/01.
138)          Ericsson – Setembro/71 – Maio/99 – Ainda existe. Sim, a Ericsson de hoje. Fechou o capital em 12/04/01
139)          Estrela – Janeiro/68 – Maio/96 – Ainda listada. Manufatura de Brinquedos Estrela.
140)          Eucatex – Setembro/70 – Janeiro/89 – Ainda listada.
141)          Farol – Setembro/81 – Janeiro/85 – ???
142)          Ferbasa – Maio/84 – Janeiro/92 – Ainda listada
143)          Ferr e Lam Brasil – Janeiro/72 – Maio/76 –  ???
144)          Ferro Brasileiro – Janeiro/69 – Janeiro/91 – Incorporada em 1991 pela Metalúrgica Babará.
145)          Ferro Ligas – Janeiro/79 – Janeiro/94 – Incorporada pela Vale em 16/01/03 após OPA.
146)          Fertiplan – Janeiro/72 – Maio/77 – Extinta. Consta na Receita Federal a situação cadastral “Inapta” e a justificativa “Omissa não localizada”.
147)          Fertisul – Setembro/84 – Setembro/87 – Incorporada pela Serrana em 1996, que por sua vez foi incorporada pela Bunge Alimentos (que incorporou a Manah)
148)          Fibria – Maio/95 – Setembro/18 – Incorporada pela Suzano. Antiga V C P. Substituiu Papel Simão.
149)          Fin Bradesco – Setembro/74 – Setembro/87 – Incorporada. Teve registro cancelado em 1988 e incorporada pelo Bradesco.
150)          FNV – Setembro/70 – Janeiro/94 – Incorporada. Fábrica Nacional de Vagões. Adquirida pela Engesa em 1983 e posteriormente pela Iochpe–Maxion.
151)          Ford Brasil – Janeiro/74 – Janeiro/82 – ???
152)          Ford Willys – Janeiro/68 – Setembro/70 – Não era exatamente igual a Ford Brasil. O código era FBR (Ford Brasil – FOR) – ???
153)          Frigobrás – Setembro/83 – Setembro/88 – Incorporada pela Sadia em 1998.
154)          Fundição Tupy – Janeiro/69 – Maio/93 – Ainda listada.
155)          Gafisa – Setembro/07 – Setembro/15 – Ainda listada
156)          Gemmer Brasil – Maio/71 – Setembro/72 –  ???
157)          Ger Paranapanema – Setembro/99 – Setembro/00 – Ainda listada. Surgiu da cisão da CESP.
158)          Gerdau – Setembro/00* –  Continua
159)          Gerdau Met – Maio/05* –  Continua
160)          Gol – Janeiro/07 –  Continua
161)          Goyana – Maio/71 – Setembro/72 – Extinta. Na Receita Federal, consta como “Inapta” e “Inexiste de Fato”.
162)          Granóleo – Janeiro/85 – Setembro/87 – Ainda existe. Fechou o capital em 11/03/08.
163)          Grazziotin – Maio/84 – Setembro/87 –Ainda listada.
164)          Guararapes – Set/71 – Setembro/88 – Ainda listada. Inclui Conf Guararapes.
165)          HC Cordeiro Guerra – Setembro/72 – Janeiro/74 – Incorporada. Ver Veplan. Como existiu simultaneamente à Veplan, mantenho dois registros.
166)          Heleno e Fonseca – Setembro/72 – Maio/80 – ???
167)          Hindi – Janeiro/71 – Setembro/76 – Ainda existe. Teve registro na CVM cancelado em 29/11/90.
168)          Hypermarcas – Jan/11 –  Continua
169)          IAP – Setembro/71 – Maio/83 –  ???
170)          Ibesa – Janeiro/79 – Maio/82 –  ???
171)          Icopasa – Janeiro/73 – Maio/73 –  ???
172)          Ind. Hering – Maio/71 – Setembro/79 – Código HER – Incorporada. Pelo que entendi, essa Ind. Hering é a controlada, Cia. Hering, que foi incorporada pela Hering Têxtil, que depois mudou o nome para Cia. Hering. Nos registros da CVM, existem duas Cia. Hering, uma com registro cancelado, outra não. Essa com o registro cancelado deve ser a controlada, Cia. Hering, antiga Ind. Hering. A atual Cia. Hering era a Hering Têxtil que depois de incorporar a Cia Hering se tornou Cia. Hering. Bastante confuso...
173)          Indústrias Villares – Janeiro/68 – Janeiro/88 –  ???
174)          Inepar – Setembro/97 – Janeiro/03 – Ainda listada.
175)          Invest Univest – Janeiro/73 – Maio/73 – ???
176)          Iochpe–Maxion – Janeiro/86 – Janeiro/89 – Ainda listada. Na época, era a Massey Perkins, comprada pela Iochpe–Maxion, que “herdou” o código MYPK.
177)          Ipiranga Pet – Janeiro/72 – Maio/08 – Incorporada. Comprada pela Petrobras, Ultrapar e Braskem, fechou o capital em 21/07/08.
178)          Isam – Janeiro/69 – Setembro/75 – Incorporada. Virou Eluma em Setembro/75
179)          Itaú Unibanco – Janeiro/68 – Continua – Antigo Itaú América e Itaubanco. O código mudou de ITAU para ITUB, mas continua a mesma empresa.
180)          Itaúsa – Maio/80 – Continua –  Inclui Itaú Invest
181)          JBS – Maio/08* – Continua
182)          Jereissati – Janeiro/71 – Set/71 – Ainda listada. Na época, era a Metalúrgica La Fonte, que depois mudou de nome para La Fonte Participações e atualmente é Jereissati Participações.
183)          Kelson’s – Maio/70 – Janeiro/72 –  ???
184)          Kepler Weber – Setembro/86 – Janeiro/88 – Ainda listada.
185)          Keralux – Maio/72 – Setembro/73 –  ???
186)          Kibon – Janeiro/68 – Setembro/70 – Incorporada. Comprada pela Unilever em 1997.
187)          Klabin – Janeiro/85* – Continua
188)          Lan Nacional – Janeiro/89 – Janeiro/92 – Incorporada. Adquirida pela Eluma em 1980. Só em 1997 teve registro cancelado.
189)          Light – Setembro/71 – Janeiro/15 – Ainda listada.
190)          Lightpar – Setembro/97 – Maio/99 – Ainda listada. Atualmente chama–se Eletropar.
191)          Lisa Livros – Setembro/72 – Janeiro/73 – Ainda existe. Chama–se Editora Lisa.
192)          Lista Telefônica Brasileira – Janeiro/71 – Janeiro/78 – Ainda existe.
193)          Prumo – Janeiro/10 – Maio/14 – Ainda listada. Ex LLX Logística.
194)          Lobras – Janeiro/71 – Janeiro/72 – Ainda existe. Consta como “Ativa” na Receita Federal.
195)          Localiza – Janeiro/12* – Continua
196)          Lojas Americanas – Janeiro/68 –  Continua
197)          Lojas Renner – Maio/07* –  Continua
198)          Madeirit – Maio/79 – Setembro/87 – Ainda existe.
199)          Magnesita – Maio/70 – Setembro/87 – Ainda listada, apesar de ter mudado um pouco.
200)          Manah – Maio/71 – Janeiro/91 – Incorporada. Adquirida pela Bunge Fertilizantes em 1996, virando Bunge Fertilizantes, que fechou o capital em 2002.
201)          Manasa – Maio/74 – Janeiro/88 – Ainda existe. Fechou capital em 30/03/06.
202)          Mangels – Maio/74 – Janeiro/88 – Ainda listada.
203)          Maqs Piratininga – Janeiro/69 – Maio/71 – Ainda existe.
204)          Marcopolo – Janeiro/85 – Setembro/15 – Ainda listada.
205)          Marfrig – Setembro/10* – Continua
206)          Mecânica Pesada – Janeiro/69 – Setembro/87 – Incorporada. Hoje, parte da Alstom do Brasil. Teve registro cancelado em 03/12/97
207)          Melhoramentos SP – Janeiro/68 – Setembro/72 – Ainda listada.
208)          Mendes Jr. – Maio/72 – Setembro/88 – Ainda listada.
209)          Mercantil – Maio/70 – Janeiro/71 – Ainda listado. Existem vários “Mercantis”, mas pelo código (BMS) deve ser o Banco Mercantil, ainda listado sob o código BMEB.
210)          Mesbla – Janeiro/69 – Janeiro/89 – Ainda existe, acredite. Consta como “Ativa” na Receita Federal e tem até site (CUIDADO COM A MÚSICA DO SITE). Teve a registro cancelado em 09/01/07. Encerrou as operações em 1999.
211)          Met Bárbara – Maio/86 – Maio/96 – Incorporada. Hoje, Saint–Gobain Canalização.
212)          Metal Leve – Janeiro/72 – Maio/95 – Ainda listada.
213)          MMX Miner – Setembro/09* – Continua
214)          Moinho Santista – Janeiro/68 – Maio/74 – Incorporada. Parte da Bunge.
215)          Montreal – Janeiro/85 – Setembro/87 – Ainda existe. Teve registro cancelado em 08/05/00 por falta de atualização.
216)          MRV – Janeiro/10* – Continua
217)          Muller – Setembro/84 – Janeiro/88 – Extinta. Teve registro cancelado em 2000 por falta de atualização. Consta na Receita Federal “Inapta” e “Inexiste de fato”.
218)          Mundial – Janeiro/72–Maio/72 – Ainda listada. Era a antiga Metalúrgica Abramo Eberle, que entrou no Ibovespa na revisão de Janeiro de 1972 e saiu logo em seguida. Foi adquirida pela Zivi Hércules em 1985 e passou a ser chamada de Mundial em 2003. (Fonte: Histórico no Formulário de Referência da Mundial).
219)          Nacional – Maio/79 – Janeiro/96 – Extinto. Banco Nacional. Em liquidação extrajudicial.
220)          Natura – Janeiro/07* – Continua
221)          Net – Maio/00 – Jan/11 – Ainda existe. Não coloco “Incorporada” porque, apesar de ser parte de um grupo maior, não saiu da bolsa porque foi adquirida, e sim porque o controlador decidiu tirar. Teve registro cancelado pela CVM em 31/12/14.
222)          Nord Brasil – Janeiro/71 – Janeiro/81 – Ainda listada. Banco do Nordeste do Brasil.
223)          Nordon Met – Janeiro/73 – Janeiro/84 – Ainda listada, mas sem ações em circulação. Não possui receita operacional.
224)          Noroest Est SP – Maio/74 – Setembro/87 –Incorporado. Incorporado pelo Santander
225)          Noroeste Brasil – Set/714 – Maio/72 – ???
226)          Nossa Caixa – Janeiro/08 – Janeiro/10 – Incorporada. Incorporada pelo Banco do Brasil.
227)          Dommo Energia – Janeiro/10* – mai/13 – Ainda listada. Ex–OGX.
228)          Olvebra – Maio/82 – Janeiro/91 – Ainda existe. Teve registro cancelado em 2003 por falta de atualização.
229)          Orniex – Setembro/71 – Setembro/72 – Incorporada. Consta como incorporada na Receita Federal.
230)          Oxigênio do Brasil – Setembro/71 – Maio/72 – Ainda existe. Atual Air Liquide Brasil. Teve registro cancelado em 1998.
231)          P. Açúcar CBD – Janeiro/07* – Continua
232)          Papel Simão – Setembro/87 – Maio/95 – Incorporada. Comprada pela V C P em 1992 (como não foi a primeira aquisição da V C P, então não considero um único registro).
233)          Paragás – Maio/72 – Janeiro/73 – ???
234)          Paraibuna – Setembro/86 – Janeiro/95 – Incorporada. Comprada pelo grupo Votorantim em 2002 que fechou o capital da empresa após OPA em 13/12/02 (data de cancelamento de registro). É a atual Votorantim Metais Zinco.
235)          Parananapanema – Maio/72 – Janeiro/99 – Ainda listada.
236)          Paul F Luz – Janeiro/68 – Janeiro/00 – Incorporada. Companhia Paulista de Força e Luz. Hoje, parte da CPFL Energia.
237)          PBX Servix – Setembro/72 – Janeiro/74 – ???
238)          PDG Realty – Janeiro/10 – Janeiro/15 – Ainda listada.
239)          Pérsico – Janeiro/85 – Janeiro/91 – Ainda existe. Pérsico Pizzamiglio. 
240)          Petrobras – Janeiro/69* – Continua
241)          Petrobras BR – Janeiro/95 – Continua – A BR Distribuidora teve seu capital fechado em 10/02/2003 e reaberto em 2018, usando o mesmo nome de pregão.
242)          Petróleo União – Janeiro/68 – Setembro/74 – Incorporada. A Petrobras comprou a empresa em 1974.
243)          PHEBO – Maio/73 – Setembro/75 – Incorporada. Perfumarias Phebo. Comprada pela P&G em 1988. Teve seu registro cancelado em 20/07/90.
244)          Pirâmides Brasília – Janeiro/73 – Setembro/81 – Extinta. Consta na Receita Federal “Inapta” e “Omissa Contumaz”.
245)          Pirelli – Setembro/70 – Maio/93 – Ainda existe. Pirelli Cabos (PIR). O controlador fechou o capital em 21/11/00. Atualmente é a Prysmian.
246)          Plástico Brasil – Maio/72 – Janeiro/74 – ???
247)          PortX – Jan/11 – Mai/11 – Ainda existe. Tem até registro na CVM, mas não tem ações em circulação.
248)          Premesa – Maio/81 – Maio/83 – Ainda existe.
249)          Prometal – Janeiro/85 – Janeiro/89 – Extinta. Consta na Receita Federal como “Inapta” e “Omissa não localizada”.
250)          Propileno – Janeiro/86 – Maio/90 – ???
251)          Prosdócimo – Maio/73 – Janeiro/74 – Incorporada. O nome Prosdócimo leva à Arapuá Importação Comércio que foi incorporada pela Lojas Arapuã. A antiga Prosdócimo teve registro cancelado em 10/10/96, mas a Lojas Arapuã continua com registro na CVM.
252)          Real – Setembro/75 – Janeiro/89 – Incorporado. Banco Real. Incorporado em 2000 pelo ABN Amro (que, por sua vez, seria comprado pelo Santander). O registro foi cancelado em 19/04/00
253)          Realcafé – Setembro/79 – Setembro/80 – Ainda existe.Teve o capital fechado em 20/04/00.
254)          Redecard – Setembro/08* – set/12 – Ainda existe, parte do Itaú–Unibanco.
255)          Ref Paraná – Janeiro/79 – Setembro/79 – ???
256)          Refripar – Setembro/79 – Maio/97 – Incorporada. Hoje, parte da Electrolux.
257)          Rheen – Janeiro/79 – Janeiro/91 – ???
258)          Ripasa – Maio/86 – Maio/93 – Incorporada. Ainda existe e é controlada pela Suzano Papel e Celulose
259)          Rossi Resid – Maio/08 – Jan/15 – Ainda listada.
260)          Sabesp – Maio/00* – Continua
261)          Sadia – Setembro/05 – Janeiro/10 – Incorporada. Fundiu com a Perdigão para formar a Brasil Foods e as ações deixaram de ser negociadas em 21/09/09.
262)          Sadia Concórdia – Maio/79 – Maio/98 – Incorporada pela Sadia. Teve registro cancelado em 27/08/98
263)          Sadia Joaçacaba – Maio/81 – Janeiro/84 – Incorporada. Consta no IAN da Sadia que a unidade de Joaçaba foi vendida.
264)          Samcil – Maio/72 – Janeiro/74 – Ainda existe. Teve registro cancelado em 17/12/94
265)          Samitri – Janeiro/86 – Janeiro/89 – Ainda existe. SA Mineração da Trindade. Teve o registro cancelado em 16/10/2000.
266)          Sanderson do Brasil – Maio/72 – Setembro/74 – ExtintaFaliu em 1974, ficou sob o poder do estado de São Paulo até 1979 e foi vendida para a Coopercitrus.
267)          Sano – Maio/71 – Maio/72 – Ainda existe. Teve registro cancelado em 07/08/07 e atuava no mercado de balcão não organizado.
268)          Santa Olímpia – Janeiro/79 – Maio/85 – Extinta. Usina Santa Olímpia. Consta como Baixada por inaptidão na Receita Federal. Teve registro cancelado em 20/12/05 e operava no mercado de balcão não organizado.
269)          Santander Br – Janeiro/68 – Continua. Vulgo Estado de S. Paulo, era Banespa antes de ser comprado pelo Santander Brasil.
270)          Savena – Setembro/72 – Janeiro/73 – Incorporada. Na CVM, constam duas empresas com nome de Savena, o Banco Savena e a Savena SA VEICS NAC COM REPR. Imagino que deva ser a segunda, que teve o registro cancelado em 28/12/84. Consta como baixada por incorporação.
271)          Semp – Maio/72 – Setembro/73 – Ainda existe. Fechou o capital em 14/11/08.
272)          Servix Engenharia – Maio/72 – Setembro/82 – Ainda existe. Originalmente, Rossi Serv Engenharia. Teve registro cancelado em 29/04/05 e operava no balcão organizado.
273)          Sharp – Maio/74 – Maio/99 – Ainda existe. O nome no arquivo da CVM consta como Massa Falida da Sharp. Essa empresa era controlada pela família Machline que possuía 70,32% das ações ordinárias (enquanto que 96,99% das preferenciais estavam no mercado). O CNPJ que consta dos registros da CVM remete à Sharp do Brasil, agora controlada pela matriz.
274)          Sid Açonorte – Setembro/71 – Setembro/87. Incorporada pela Gerdau, teve registro cancelado em 25/02/97
275)          Sid Coferraz – Setembro/80 – Maio/82 – Extinta. Consta como Baixada por Inaptidão na Receita Federal.
276)          Sid Guaíra – Maio/74 – Setembro/87 – Incorporada pela Gerdau. Teve registro cancelado em 05/09/95.
277)          Sid Informática – Maio/86 – Janeiro/89 – Ainda existe e parece que não foi incorporada por nenhum grupo (consta como Ativa na Receita Federal). Teve registro cancelado em 10/05/94.
278)          Sid Mannesmann – Setembro/70 – Setembro/94 – Ainda existe (consta como Ativa na Receita Federal). Atualmente, Vallourec & Mannesman, na época, Siderúrgica Mannesman. Teve o registro cancelado em 03/10/00
279)          Sid Nacional – Maio/71* – Continua
280)          Sid Riograndense – Setembro/70 – Setembro/97 – Incorporada pela Gerdau. Teve registro cancelado em 30/06/97.
281)          Sid Tubarão – Setembro/94 – Janeiro/06 – Incorporada. Ver Arcelor BR.
282)          Sifco – Maio/86 – Maio/91 – Ainda existe. Teve registro cancelado em 09/03/04.
283)          Solorrico – Setembro/71 – Maio/83 – Incorporada. Comprada pela Cargill em 1999, tornou–se Cargill Fertilizantes, que viria a fechar capital em 20/08/03. A união das operações de potássio e fosfato da IMC Global e as operações de fosfato e distribuição da Cargill criou a Mosaic, atual nome das sucessoras da Solorrico.
284)          Sopave – Setembro/72 – Janeiro/73 – Ainda existe
285)          Souza Cruz – Janeiro/68 – Setembro/15 – Ainda existe
286)          Submarino – Janeiro/07 – Setembro/07 – Incorporada. Virou B2W
287)          Sudameris – Janeiro/84 – Setembro/87 – Incorporado. Em 1998, teve o controle comprado pelo ABN Amro e foi incorporado em 2000. Em 2004, o ABN Amro realizou OPA para comprar o restante das ações em circulação. Só teve o registro cancelado em 25/05/07 com uma troca de ações de 1.000 ações do Sudameris por 78 do ABN Amro. Antigos acionistas do Sudameris que não venderam as ações ao ABN Amro na OPA são acionistas do Santander Brasil.
288)          Sudeste – Maio/71 – Setembro/73 – Ainda existe e possui ativos registrados para negociação no mercado de balcão, embora todas as ações estejam nas mãos do controlador (Opportunity).
289)          Suzano – Setembro/81 – Maio/95 – Ainda listada. Entre setembro de 1981 e maio de 1995, uma “Suzano” constava do Ibovespa. Além da Suzano Papel e Celulose (SUZB), há Suzano Holding (NEMO) e a antiga Suzano Petroquímica (que virou Quattor e depois foi incorporada pela Braskem). Creio que a Suzano no período mencionado seja a holding, já que consta que consta que a empresa de papel e celulose foi fundada em 1987 e listada em 1992. Logo, temos uma nova empresa entrando no Ibovespa.
290)          Suzano Papel e Celulose – Setembro*/12 – Continua (ver comentário acima).
291)          Tam S/A – Janeiro/07 – Setembro/12 – Incorporada na fusão para formar a Latam.
292)          Tef Data Bras – Setembro/01 – Setembro/02 – Incorporada. Cisão da Telesp, que voltou a incorporar a empresa em 25/10/06. A empresa foi constituída em 2001 com o propósito de “reestruturação administrativa e operacional” e teve fim como empresa independente e 2006 com o propósito de reestruturação das atividades de Serviços de Comunicação Multimídia da Telefônica Empresas e Telesp. Ou seja, foi a reestruturação da reestruturação. Telefonia no Brasil tem dessas histórias, não tente entender... O Filipe no Twitter comentou sobre essa empresa.
293)          Tele Ctr Oest – Maio/00 – Maio/06 – Incorporada. Ver Vivo.
294)          Tele Leste Cl – Setembro/00 – Maio/06 – Incorporada. Ver Vivo
295)          Tele Nord Cl – Maio/00 – Janeiro/05 – Incorporada. Surgiu como cisão da Telebrás e foi incorporada pela Tim Participações em 25/10/04.
296)          Tele Sudeste – Maio/00 – Setembro/00 – Incorporada.Ver Vivo
297)          Telebrás – Maio/90 – Janeiro/00 – Ainda existe. Ainda existe uma Telebrás, mas o que sobrou da privatização da Telebrás. Inclui o recibo de ações.
298)          Telemar – Maio/00 – Jan/16 – Incorporada para formar a Oi. Apesar de ser maior do que a Brasil Telecom, tecnicamente o histórico que continua é o da outra empresa.
299)          Telemar NL – Maio/76 – Janeiro/12 – Incorporada pela Oi. Inclui a Telerj
300)          Telemig Part – Setembro/00 – Setembro/08 – Incorporada pela Vivo em 19/10/09.
301)          Telepar Cl – Setembro/98 – Setembro/99 – Incorporada. Controlada pela Tele Celular Sul. Incorporou a Telesc Celular (também controlada pela Tele Celular Sul) e mudou de nome para Tim Sul, que era controlada da Tim Participações, que fechou o capital da Tim Sul em 09/12/05 (que por sua vez fará parte da Telemar).
302)          Telerj Cl – Setembro/98 – Setembro/99 – Incorporada pela Tele Sudeste (que faria parte da Vivo) em 04/04/01.
303)          Telefônica Brasil/Vivo – Setembro/76* – Continua – Atua com a marca Vivo, tem o código VIVT, mas no papel ainda se chama Telefônica.
304)          Telesp Cl – Setembro/98 – Maio/00 – Incorporada pela Telesp Celular Participações (Telesp Cl PA) em 22/03/00.
305)          Telesp Cl PA – Maio/00 – Maio/06 – Incorporada. Telesp Celular Participações. Ver Vivo.
306)          Tim Particip – Maio/00* – Continua – Antes, Tele Cl Sul.
307)          Engie – Setembro/98 – Continua –Inclui registro da Gerasul, surgida da cisão da Eletrobras. Em 1998, a Suez comprou a Gerasul. Depois, mudou o nome para Tractebel e então para Engie.
308)          Tran Paulista – Setembro/99* – Continua – Resultado da cisão da Cesp.
309)       Transbrasil – Janeiro/81 – Janeiro/89. Ainda existe. Parou de operar em 2001 e só teve o registro cancelado na bolsa em 04/01/10 por falta de atualização do registro. Em 07/10/03, teve cancelada a autorização de negociação na bolsa. Porém, ainda não pode ser considerada falida: na Receita Federal, consta como Ativa.
310)          Transparana – Setembro/73 – Setembro/81 – Ainda existe. Nos arquivos da CVM, consta como Massa Falida da Transparana. Na Receita Federal, consta como ativa. Deve estar na mesma situação da Transbrasil. Se procurar no Google, encontramos outra Transparana.
311)          Trevisa– Maio/84 – Maio/92 – Ainda listada. Luchinger Madörin Participações, atual Trevisa.
312)          Ultralar – Setembro/70 – Setembro/73 – Incorporada. Pertencia à Ultrapar.
313)          Ultrapar – Maio/08* – Continua
314)          Unibanco – Maio/79 – Maio/09 – Incorporado. Fundiu com Itaú e formou o atual Itaú Unibanco.
315)          Unipar – Setembro/71 – Maio/99 – Ainda listada.
316)          Usiminas – Janeiro/93* – Continua
317)          Usin C Pinto – Setembro/86 – Janeiro/88 – Ainda listada.
318)          Vale – Janeiro/68* – Continua
319)          Varig – Janeiro/74 – Setembro/94 – Ainda Existe. Deslistada em 05/01/11 por falta de atualização de registro. Consta como Ativa na Receita Federal.
320)          Veplan – Maio/72 – Setembro/73 – Incorporada. Fundiu–se com a H.C. Cordeiro Guerra na década de 1970. Em 1975, o fundador da Veplan vendeu sua participação e fundou a Multiplan. Ainda existe, mas sem registro em bolsa.
321)          Vidraria Sta. Marina – Maio/77 – Janeiro/95 – Incorporada. Foi adquirida pela Saint–Gobain em 1960. Teve o registro cancelado em 04/06/01 após OPA realizada pela controladora.
322)          Vivo – Maio/06 – Mai/11. Incorporada. Fusão de CRT Celular, Tele Ctr Oest, Tele Leste Cl, Tele Sudeste e Telesp Cl. Incorporada pela Telefônica Brasil em 31/10/11 (já antes tinha deixado de ser negociada)
323)          White Martins – Setembro/70 – Setembro/00 – Ainda existe. Fechou o capital em 29/05/00 após OPA do controlador (Praxair Comércio e Participações).
324)          Zanini – Janeiro/73 – Setembro/87. Ainda existe. Teve o registro cancelado em 27/01/97.
325)          Energias do Brasil – Janeiro/13* – Continua
326)          BR Properties – Maio/13 – Setembro/15 – Ainda listada.
327)          Anhanguera Educação – Setembro/13 – Maio/14 – Incorporada pela Kroton
328)          Kroton – Setembro/13* – Continua
329)          BB Seguridade – Janeiro/14* – Continua
330)          Ecorodovias – Janeiro/14* – Continua
331)          Estácio Participação – Janeiro/14 – Setembro/15 – Ainda listada.
332)          Even – Janeiro/14 – Janeiro/15 – Ainda listada.
333)          Qualicorp – Janeiro/14* – Continua
334)          Cosan Logística – Janeiro/15 – Maio/15 – Incorporada pela Rumo.
335)          Multiplan – Maio/15* – Continua
336)          Rumo – Maio/15* – Continua
337)          Smiles – Maio/15* – Continua
338)          Equatorial – Jan/16* – Continua
339)          Raia Drogasil – Jan/16* – Continua
340)          Weg – Jan/16* – Continua
341)          Taesa – Setembro/17* – Continua
342)          Fleury – Janeiro/18* – Continua
343)          Iguatemi – Janeiro/18* – Continua
344)          Magazine Luiza – Janeiro/18* – Continua
345)          Sanepar – Janeiro/18 – Maio/18 – Ainda listada
346)          Via Varejo – Janeiro/18* – Continua
347)          CVC – Maio/18* – Continua

348)          Log Commercial Properties – Jan/19* – Continua – Entrou via cisão da MRV. Sairá do Ibovespa por descumprir os requisitos mínimos.

Fontes: CVM, BM&F Bovespa, Receita Federal e demonstrativos contábeis das empresas.

Atualizado em: 30/01/19. Atualizada pela revisão do Ibovespa em janeiro de 2019. Algumas informações, em especial a situação das empresas não listadas, podem não estar atualizadas.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Objetivo da empresa é criar valor

Value creation, management competencies, and global corporate citizenship: an ordonomic approach to business ethics in the age of globalization
Jornal of Business Ethics. Volume 94. 2010
Ingo Pies, Markus Beckmann e Stefan Hielscher

Esse artigo é uma discussão sobre o ensino de Ética Empresarial nas faculdades de Administração. Propõe-se a responder três perguntas: 1) Qual o objetivo da empresa na sociedade. 2) O que as escolas de negócios deveriam ensinar em aulas de ética empresarial, com base na resposta anterior; 3) Como as empresas podem participar da solução de problemas globais. Parece a primeira vista um artigo na linha de outros com ideias das quais discordei em textos anteriores, mas não é o que ocorre. Os autores passam pelos artigos de Friedman e de Jensen, anteriormente analisados, e cita Ludwig Von Mises de forma que é bastante pró-mercado.

A resposta à primeira pergunta, a de maior interesse para este blog, é que a empresa deve criar valor. A empresa deve envolver-se em diversas interações com participantes que possuem algum grau de liberdade de escolha (por conta da intervenção estatal, essa liberdade não é plena) e, para que as interações ocorram, devem gerar valor aos participantes. Para que possa vender um produto ou serviço ao cliente, deve apresentar uma oferta com benefício superior ao preço do produto, ou o consumidor não compraria. Logo, deve oferecer valor para o cliente. Deve ainda oferecer mais valor para o cliente do que os seus concorrentes. De forma similar, para contratar um funcionário a empresa deve oferecer um emprego que traga mais benefícios do que custos. Para credores e fornecedores, que também são outras empresas, na maioria das vezes, é ainda mais evidente que deve gerar valor para eles. Pode-se afirmar que a empresa é uma forma de coordenar a cooperação de maneira a criar valor para os participantes.

Assim, a empresa envolve cooperação. Há também competição entre os participantes para a divisão do valor gerado e receberá mais valor aquele que possuir o maior poder de barganha. Os autores não tratam disso, mas essas ideias não estão em contradição com a de que a empresa deve maximizar valor ao acionista. O critério para tomada de decisões pode ser a criação de valor para o acionista, o desempenho da administração pode ser medido dessa forma, mas só será possível a criação de valor (ou auferir lucro, se preferir) se a empresa conseguir gerar valor aos demais participantes.

Com base nesse objetivo, o que Ética Empresarial deveria ensinar? A opinião dos autores é que essa disciplina não deve criar pessoas melhores, e sim gestores melhores. A integridade ética de um estudante universitário já está formada (ou deformada) a essa altura, e não cabe à faculdade dar ensinamentos morais. Segundo os autores, o problema não é a existência de gestores “malvados”, e sim que os alunos se depararão com situações com as quais não conseguirão lidar com base apenas em sua ética pessoal.

A sugestão dos autores é que os alunos deveriam adquirir cinco competências: otimização, governança, orientação, recepção e comunicação. A primeira envolve conhecimentos já ensinados na faculdade, a segunda tem a ver com os comportamentos e incentivos dentro da empresa (esquemas de pagamentos, códigos de conduta etc.), a terceira dita (por meio de declarações de missão, visão, objetivos etc.) como a empresa espera criar valor e as duas últimas

Quanto à terceira questão, os autores apontam que as empresas deveriam, em seu interesse próprio, ter um papel de liderança para aumentar o conhecimento sobre barreiras à interação e à criação de valor. Uma maneira de fazer isso é usar de influência política para discutir problemas globais (o problema é que pode influenciar de uma maneira negativa). A melhor maneira (na minha opinião) das empresas lidarem com problemas sociais é incluir a “base da pirâmide” entre seus clientes, conforme ideias de C.K. Prahalad e Stuart Hart. Nas palavras dos autores do artigo, o problema não é que os pobres sejam explorados pelas empresas, e sim que são excluídos da interação com elas.

Em suma, o objetivo das empresas é criar valor para a sociedade, o que inclui criar valor para o acionista.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Diluição

Quando há uma subscrição de ações ou oferta subseqüente primária, os atuais acionistas têm que decidir se exercem seus direitos (caso a oferta primária dê direitos preferenciais na aquisição das novas ações). A sugestão geral é que o investidor deve exercer esses direitos para que a sua participação na empresa não seja diminuída, nem que seja de 0,000001% para 0,00000099%. Essa redução que ocorre após uma subscrição ou uma oferta primária sem que o investidor tenha contribuído com sua parcela é chamada de diluição.

O Motley Fool tem um artigo que trata desse tema. A diluição, segundo os autores, pode ser ruim, boa ou ambígua. A má diluição é aquela que aumenta a quantidade de ações sem aumentar os fluxos de caixa da empresa (esse complemento é meu). O exemplo é a emissão de ações para pagar stock options dos executivos. Olhando para frente, isso não adiciona valor, embora possa ter adicionado caso tenha incentivado os executivos a terem um desempenho melhor. Dessa forma, é como dividir a mesma torta com mais pessoas.

A boa diluição é aquela que aumenta a quantidade de ações e também aumenta o fluxo de caixa da empresa. Os autores não puseram a questão dessa maneira, mas nada mais é do que realizar um projeto de Valor Presente Líquido Positivo. O custo é o valor pago para aumentar a quantidade de ações, ou seja, o valor da oferta ou da subscrição. A empresa deve receber esse dinheiro e investir em bons projetos de forma que gere valor presente igual ou superior a esse custo. Se conseguir isso, mesmo que o acionista não participe dessa captação, será beneficiado. Equivale a ter uma proporção menor de uma torta maior. Se isso não ocorrer, mesmo que participe, haverá uma perda.

Os exemplos usados pelos autores são de fusões e aquisições. Se há uma fusão e a relação de troca leva em conta um preço superavaliado da empresa, então a diluição é benéfica, porque os atuais acionistas receberão mais ações da nova empresa do que deveriam, prejudicando os acionistas da outra empresa. Outra forma seria a emissão de ações para investir em um projeto, que pode ser uma aquisição. Se o preço de emissão for superior ao preço justo, então haverá a emissão de menos ações (ou o recebimento de mais dinheiro com o mesmo número de ações) e isso diluirá menos os atuais acionistas, o que acaba aumentando o valor das ações. É como comprar algo que vale R$ 30 com um cheque de R$ 30,00 que na verdade vale R$ 25,00. O prejudicado, nessa situação, são os novos acionistas.

Toda essa discussão tem bastante apelo intuitivo. Para melhorar o entendimento, preparei uma explicação baseada na avaliação por fluxo de caixa descontado. A implementação está nessa planilha, que explica os procedimentos. O principal ponto é avaliar o preço por ação tanto por meio dos fluxos de caixa total (dividendos totais, no caso) quanto por meio do dividendo por ação com uma quantidade variável de ações. O preço deve ser o mesmo, nos dois casos. A planilha também mostra cálculos de retornos do investidor.

Na planilha, a pasta “Cenário 0” contém a situação em que a empresa não faz nenhuma captação, constituindo um cenário base. O dividendo no ano 0 é $ 100,00, o crescimento é de 5% a.a. e o custo do capital próprio é de 9%. Logo, o valor da empresa é de $ 2.625 (105/0,04) no ano 0. Se existem 100 ações, o preço por ação é $ 26,25.

Na pasta “Cenário 1”, há uma capitalização de $500 no ano 5 e o crescimento do dividendo não é alterado. Isso leva à destruição de valor, com o valor da empresa na data 0 sendo $ 2.300. Se não houvesse a capitalização, o valor seria o mesmo do parágrafo anterior. Se não houvesse o conhecimento de uma futura capitalização e esse evento fosse anunciado, haveria uma perda de 12,38%.

Na pasta “Cenário 2”, há a mesma capitalização, mas o crescimento após esse evento passa para 6% a.a.. Isso levaria o valor da empresa para $ 3.053. Logo, a capitalização adiciona valor gerando dividendos adicionais de um valor presente superior ao valor da captação. O ganho após o anúncio seria de 16,30%.

O caso mais geral, no entanto, não é o de uma captação em uma data tão longe, e sim mais próxima. Em geral, as empresas anunciam que estão estudando fazer emissão de ações e o mercado reage a essa nova informação. Na pasta “Cenário 3”, há a capitalização na data 0, sem aumento no crescimento do dividendo. O valor da" empresa é o mesmo, $ 2.625, porém, o preço por ação após a capitalização passa para $ 21,25 por conta da diluição. Isso destrói valor, representando uma perda de 19,05% para o investidor que tinha a ação por $ 26,25, preço da ação antes da capitalização.

A pasta “Cenário 4“ mostra a mesma situação, mas com o crescimento indo para 6%. O preço por ação passa para $30,33, gerando um ganho de 15,54%. Caso o crescimento seja de 5,62% (pasta “Cenário 5”), o valor da empresa passa para $ 3.165 e o preço por ação $26,25, ou seja, não há ganho nem perda no preço da ação. Ao valor inicial de $2.625 foi acrescido $500 da capitalização e o resultado foi de $3.165.

Cumpre ressaltar que em todos esses casos o retorno do investidor ao longo do tempo que compra mais ações para manter sua participação ou que não faz isso é o mesmo (o custo de capital), apenas diferindo, obviamente, o valor investido. Só muda o ganho ou a perda que ocorre após o anúncio de uma capitalização, conforme informado caso a caso. Se o investidor já tinha a ação, perderá ou ganhará de acordo com a destinação dos recursos captados. Se comprar a ação depois do anúncio, seu retorno será igual ao custo de capital.

A pasta stock options mostra o resultado da diluição por emissão de ações para stock options. Não há fluxo de caixa negativo, só um aumento nas ações, levando à destruição de valor. Nesse caso, não há como o investidor evitar a diluição.

Nos demais exemplos, a suposição era que a emissão se dava pelo valor justo da ação. A pasta “Aquisição superavaliada” mostra o caso em que o preço de emissão não é o valor justo. No exemplo, o valor justo deveria ser de $26,25 (os dados são os mesmos do cenário 5), mas a emissão é feita por $ 30,00. O resultado é que o valor da ação passa para $26,79. Na prática, poderia acontecer da ação ir à $30,00 e depois cair para $26,79. Os atuais acionistas ganhariam 2,06% em relação à $26,25, mas os acionistas que entraram na capitalização perderiam 10,70%. Se a aquisição for por troca de ações, o resultado seria o mesmo, com os atuais acionistas tendo maior parcela da empresa do que deveriam.

Um último caso é o contrário da diluição, a recompra de ações que diminui o número de ações e aumenta o dividendo por ação. É a torta sendo dividida por menos pessoas. Como certamente não haverá mudança nos projetos da empresa, o valor total da empresa deveria permanecer o mesmo. Conforme a pasta “Recompra” mostra, é o que ocorre. A recompra diminui o número de ações, aumenta o dividendo por ação e o preço é mais elevado. Porém, o valor total permanece o mesmo, assim como a taxa de retorno, igual ao custo de capital. A relação Preço/Dividendo por ação permanece a mesma, em 26,25, logo, a relação Preço/Lucro permanece a mesma, seja lá qual for a razão de distribuição de dividendos dessa empresa.

Resumindo: Vale a pena subscrever ações ou entrar em ofertas subseqüentes primárias para manter a mesma participação porcentual do capital da empresa? Por si só, manter a mesma participação não tem efeito algum. O investidor irá ganhar mais entrando na capitalização do que não entrando se o preço de emissão for inferior ao valor justo da ação. E, embora o discurso seja de manutenção, há, na realidade, um aumento no valor investido. Logo, o acionista deve considerar se deseja aumentar seu investimento nessa empresa julgando o preço de emissão e como a captação irá afetar o valor da empresa.

Logo, no fim é uma questão de julgar o valor da empresa. Se o acionista deseja aumentar seus investimentos, participará da emissão de ações e pode comprar a quantidade certa para manter a mesma participação. Ou pode comprar mais, ou menos, tanto faz.

Toda essa discussão girou em torno do valor justo. A avaliação de se o preço é justo ou não depende muito dos investimentos que a empresa fará com o dinheiro captado com o aumento no número de ações. Se o preço de emissão for o preço justo, considerando-se a qualidade dos novos projetos, o investidor pode comprar a ação e ter como retorno o custo de capital da empresa, se tudo se mantiver constante no tempo. A diluição, por si só, não irá afetar esse retorno. Pode acontecer do preço de emissão não ser o preço justo. Na verdade, como esse valor é uma abstração, certamente o preço de emissão não será exatamente o justo. Mas a questão não é mais se a diluição é boa ou ruim, e sim se o investidor considera o preço de emissão barato ou caro na hora de decidir se faz ou não mais investimentos.

domingo, 1 de agosto de 2010

Mensais: Bovespa (Jul/10)

Índices Brasileiros
Índice; 60 meses; Ano; 12 meses
Ibovespa; 159,25%; -1,56%; 23,28%
IBX 50; 152,24%; -3,24%; 18,49%
IBX; 160,67%; -2,40%; 20,94%
ISE; -; 0,61%; 28,91%
ITEL; 67,98%; -12,56%; 11,71%
IEE; 214,85%; 2,23%; 18,57%
INDX; 149,49%; 4,19%; 30,47%
Consumo; -; 9,02%; 39,11%
Imobiliário; -; 6,72%; 34,91%
IVBX2; 108,32%; 0,40%; 27,47%
IGC; 167,25%; 4,47%; 32,18%
ITAG; 173,76%; 5,13%; 33,28%
Mid Large Cap; -; -2,82%; 19,18%
Small Cap; -; 8,45%; 52,22%

Ibovespa:
Maiores altas (2010):

LREN3: 52,92%
CRUZ3: 44,53%
NATU3: 31,03%
EMBR3: 22,30%
ELPL6: 20,61%

Altas: 34/65

Maiores altas (12 meses)
LREN3: 121,55%
MMXM3: 105,02%
GOLL43: 84,22%
NATU3: 78,53%
LLXL3: 78,36%

Altas: 54/65

Maiores baixas (2010)
BRTO4: -30,75%
BTOW3: -29,10%
FIBR3: -28,52%
TMAR5: -25,74%
TNLP4: -23,19%

Maiores Baixas (12 meses)
BTOW3: -22,52%
PETR3: -14,97%
BRTO4: -13,43%
PETR4: -9,17%
TMAR5: -9,06%

Amostra de 162 ações:
Maiores altas em 5 anos

TELB4: 3.943,89%
JFEN3: 2.783,26%
HGTX3: 2.457,83%
BMTO4: 1.586,89%
RCSL4: 1.205,50%

Maiores baixas 5 anos
KEPL3: -95,33%
JBDU4: -70,48%
UNIP6: -62,37%
ELEK4: -60,15%
CTNM4: -43,59%

Maiores sequências (162 ações)
Alta: HGTX3 (17 meses)
Baixa: EMAE4 (7 meses)

Fontes:
Bovespa.com
Planeta Dinheiro (www.pladin.com.br)

Datas Importantes e/ou curiosas
08/08: 30 anos da fundação da Lupatech
10/08: 10 anos do início da negociação da Bradespar (cisão do Bradesco)
21/08: 30 anos da abertura de capital da Confab
28/08: 41 anos da fundação da Natura
29/08: 65 anos da fundação da Cambuci
31/08: 50 anos da fundação da Celpa

Mensais: Índices Internacionais (Jul/10)

Maiores altas (mês)
Chipre: 23,30%
Grécia: 17,27%
Espanha: 13,30%
Sri Lanka: 11,90%
Brasil: 10,80%

Ibovespa: 5º lugar (maior alta – maior baixa)
Altas 82/99

Maiores altas (ano)
Mongólia: 59,40%
Sri Lanka: 52,45%
Ucrânia: 41,59%
Irã: 41,34%
Bangladesh: 39,85%

Ibovespa: 80ª (maior alta – maior baixa)
Altas: 51/99

Maiores altas (12 meses)
Bangladesh: 117,63%
Mongólia: 106,41%
Sri Lanka: 104,36%
Ucrânia: 91,72%
Estônia: 81,95%

Ibovespa: 43º (Maior Alta – Maior Baixa)
Altas: 76/99

Maiores altas (Dez/05)
Mongólia: 868,10%
Malawi: 442,54%
Bangladesh: 281,32%
Tunísia: 220,35%
Peru: 197,26%

Ibovespa: 17ª maior alta
Altas: 52/92

Maiores baixas (mês)
Eslovênia: -7,68%
Gana: -2,99%
Líbano: -2,97%
Palestina: -2,78%
Bósnia: -2,62%

Maiores baixas (ano)
Bermudas: -39,96%
Grécia: -23,41%
Montenegro: -21,68%
Eslováquia: -19,93%
Eslovênia: -19,62%

Maiores baixas (12 meses)
Bermudas: -44,81%
Montenegro: -37,65%
Nepal: -35,53%
Grécia: -28,80%
Eslováquia: -27,54%

Maiores baixas (5 anos)
Islândia: -88,63%
Emirados Árabes: -79,24%
Bermudas: -67,97%
Irlanda: -60,41%
Palestina: -55,56%

Maiores sequências:
Altas: Irã (7 meses)
Baixas: Bósnia (10 meses)

Desvio-padrão (mensal)
S&P 500: 4,90%
Brasil: 7,23%
Rússia: 11,58%
Índia: 8,66%
China: 10,73%

PIGS

País; Retorno 5 anos; Retorno 2010; Retorno mês; Desvio-padrão 60 meses
Portugal; -14,47%; -12,90%; 4,33%; 5,97%
Irlanda; -60,41%; -2,00%; 1,27%; 7,52%
Grécia; -54,02%; -23,41%; -17,27%; N/D
Espanha; -5,85%; -12,33%; 13,30%; 5,87%